:: quando o dia entardeceu
quando o dia entardeceu
o teu corpo tocou num recanto do meu: uma dança acordou
o sol apareceu, de gigante ficou. num instante apagou o sereno do céu
e a calma a aguardar lugar em mim. o desejo a contar segundo o fim
foi num ar que te deu, o teu canto mudou. o teu corpo do meu uma trança arrancou
o sangue arrefeceu, o meu pé aterrou. minha voz sussurrou: o meu sonho morreu..
dá-me o mar, o meu rio, minha calçada. dá-me o quarto vazio, da minha casa.
vou deixar-te no fio da tua fala.
sobre a pele que há em mim.. tu não sabes nada.
quando o amor se acabou
o meu corpo esqueceu o caminho onde andou, nos recantos do teu
e o luar se apagou. a noite emudeceu. o frio fundo do céu foi descendo, e ficou
mas a mágoa não mora mais em mim. já passou, desgastei, para lá do fim.
é preciso partir: é o preço do amor, para voltar a viver..
já nem sinto o sabor a suor e pavor, do teu colo a ferver, do teu sangue de flor.
já não quero saber..
dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada. o meu barco vazio, na madrugada
vou deixar-te no frio da tua fala
na vertigem da voz quando, enfim,.. se cala.
'a pele que há em mim': a real combonense Márcia convida o multifacetado JPSimões.
dupla improvável, mas inevitavelmente brilhante...
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
0 comments:
Enviar um comentário