só funciono sob pressão. é idiota, irracional, e pouco inteligente. mas sou assim..
portanto o melhor sempre foi saber gerir a coisa e tirar benefÃcios disso.
na faculdade só conseguia rentabilizar o estudo nas vésperas dos exames.
no mestrado, só mesmo no dia do exame. trabalhos? só de directas, pois claro.
no(s) meu(s) emprego(s) a coisa funciona assim:
- para acabar um projecto/ideia primeiro tenho de marcar uma reunião de apresentação.
só assim, nas vésperas, com a data em cima da cabeça, consigo que aquilo resulte.
sob pressão liberta-se a adrenalina, a imaginação e as ideias dançam..
o meu bom amigo stress!!
por isso, acho de gente burra e pouco motivada que se sofra de 'stress pós-férias'(?!)
vão mas é trabalhar..
gosto do i.
primeiro porque é prático. um agrafo faz maravilhas..
depois porque o grafismo é simples, apelativo e não confunde.
depois o essencial: dá-me outra visão das notÃcias. outro ponto de vista.
em debate de amigos sobre a coisa diziam-me “se leres o 'i' não ficas a saber as notÃcias do dia”.
pois, mas essas eu já sei. já vi na madrugada anterior. já ouvi durante o banho.
o i tem mais qualquer coisa que notÃcias. tem trabalho jornalÃstico e não simples copy-paste.
tem artigos de fundo, reportagens, o ciclo de revistas 'nós'. gosto..
'por data da 100ª edição, martim avillez figueiredo, em entrevista a mário crespo, aqui.
o entusiasmo e as vibrações dos jogos 'grandes' contrastam com os outros jogos,
a chuva e o vento incomodam, tudo parece sair mal..
no futebol e nas relações estamos prontos/dispostos a aguentar todo o campeonato?
que nos jogos difÃceis é que se vê a força da equipa..
' texto roubado por aÃ
na peça o submarino, ficou-me uma frase:
" na vida, temos sempre alguém que é o nosso farol.
aquela pessoa que, mesmo distante, nos ilumina o caminho
e nos faz saber a direcção..."
eu tenho vários faróis. ás vezes sinto-me um barco perdido entre eles.
outras vezes, gosto do conforto de ter vários portos na minha vida.
acho que somos todos assim, com a familia, os amigos e os amores.
um dia espero juntá-los todos no mesmo porto. e ser eu o farol.
porque não há, certamente, nada mais bonito do quer ser a luz de alguém..
recuperado de 2006. porque faz sentido.
pop.out. sent at 10:27 am on monday
m.: em tua homenagem, passei este fim-de-semana no love boat Casa de Xá.
sábado era noite de bossa nova. altamente.
me: olha, não percas o two lovers. vê o trailer aqui..
m.: bemm.. só pela banda sonora já valia a pena. vou registar como "imperdÃvel"
m.: mas discordo de ti: pode-se gostar em doses igualmente fortes até de mais do que duas pessoas ao mesmo tempo. só que é uma situação explosiva.. ninguém está preparado para isso - é emocionalmente impraticável, ninguém nos ensina a lidar com isso, somos orientados para afunilarmos os nossos sentimentos num único sentido.
me: sim! mas amar mesmo? não sei, mas quando estás apaixonado não há espaço para mais ninguém..
m.: e haverá uma só forma de amar?
me: se temos vários sentidos e formas de absorver, como poderemos ter só um sentir?! (ui, que profundo)
m.: ahah, vai passear
me: mesmo, já pensaste: ama-se o corpo, a inteligência, a postura, o riso, os sapatos, a sensualidade..
m: claro que a Palthrow era mulher para ter isso tudo num só amar :p
me: ahah
m is offline. messages you send will be delivered when m. comes online. pop-in.
não sei direito o que é aurora boreal,
mas acho que deve ser algo lindo que se formava enquanto você era feito.
não sei direito o que é isso que eu sinto por você.
mas como é maravilhoso fumar você, cheirar você, tomar você, injetar você..
me dá mais um pouco desse cala a boca, vai.
vai lá dentro do chalé, vai. coloca o shortinho. o chinelo verde.
me pergunta uma daquelas coisas para eu dar uma daquelas respostas que você morre de rir.
me deixa pirar no seu céu da boca escancarado. você se joga pra trás.. e só porque você e o mundo inteiro têm certeza do quanto você é lindo, você faz questão de sempre se largar no mundo.
é a liberdade que só tem quem é infinitamente lindo ou infinitamente feio.
você é livre do mais ou menos e isso me enche de algo que me faz querer cantar pra sua beleza.
eu sou mais ou menos, mas nesse segundo, já que comprei sua beleza, sou a mulher mais linda do mundo. vai, passeia no meu carrinho de supermercado. me deixa ser linda vestindo você.
entra em mim e me enche da sua vida fácil..'
' por Tati Bernardi
passei muito tempo só a olhar.
comecei a agir tarde, só por volta dos 30 anos.
mas precisei desse tempo para aprender, para processar.
não gosto de cometer erros, sou muito perfeccionista,
e tinha de perceber primeiro qual era o caminho.'
' guta moura guedes, in cadernos 'nós' do i.
hoje a maior parte dos que andam nas ruas das nossas cidades não aprecia o passeio. limitam-se a usar as pernas para ir do ponto A ao ponto B, com o tempo cronometrado. mas o peão, o passeante, o flâneur é mais poderoso dos seres: caminha por prazer, observa mas não se intromete, não tem pressa, é feliz na companhia de si próprio, deambula sem imposições. nem tempo..
sai'se da sala ainda com as costas coladas na cadeira.
a pergunta dispara: pode-se gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?
sim? sim. especialmente se forem duas personalidades diferentes.
como se acabassem por se complementar. um truque de mau gosto do subconsciente.
mas mais cedo ou mais tarde tem de se optar.
e nem sempre se escolhe a pessoa de quem se gosta mais.
mas, de certeza, nunca se opta pela que se ama.
porque amar, de verdade, essa marca distinta, tem sempre só um dono..
e a maior prova, para nós próprios, é sentir que não há espaço para mais ninguém.
não por ocupação forçada, mas por nossa opção deliberada.
' two lovers. filme de James Gray, com Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow e Vinessa Shaw.
com estranha forma de vida, na voz de Amália, no fundo de uma cena.
' eu, o Oráculo, defino estes meses como um tempo em que soou a palavra de ordem:
foca-te em estar bem, come rain, or come shine..
já os antigos chineses diziam: "está sol, que bom. está chuva, que bom."
falo do poder da Apreciação, que não tem nada a ver com conformismo.
toda a gente atrai o que teme e o que ama.
com a luta, o cepticismo, a hipercrÃtica, e a má onda atrai o que não gosta.
com a Apreciação, o empenho, o entusiasmo e a boa onda atrai o que gosta.
mas isto só é válido para o que depende de ti. nada de querer mudar os outros.
ah, e é importante não dar ouvidos à "realidade" que nos contam por aÃ.
a vida tem mil versões, e tu, podes escolher a tua, não é crime.
os outros até podem não gostar, mas isso é o filme deles, certo?
é melhor assumir a nossa vida do que ir na manada, acredita..
portanto, assume que és capaz de atrair o que queres e trabalha para isso.
confia na tua intuição, e age em conformidade.
cabe-te só seleccionar as emoções e os pensamentos que escolhes alimentar,
dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, para todo sempre.
ah, e claro que a fé ajuda muito. nem que seja só uma fezada, acreditar faz milagres. Thas´t all!
E assim vais criando a tua versão do paraÃso.. because life is supposed to be fun..'
o Oráculo, jornal Lux frágil.
uma das leituras obrigatórias dos últimos meses,
mais não seja para saber quando encontrar a Yen Sung, essa diva das noites em grande.
whatever Lola wants, Lola gets, and little man, Lola wants you..
Sarah Vaughan
passatempo? flippers
o conceito é muito simples: vais perder mais cedo ou mais tarde.
diverte-te (ou diverte) ao máximo que puderes até lá.
pode ser que tenhas uma bola extra, o que é raro. Parece muito a vida.
ivo canelas
call me, performed by Skye from the album "Hollywood Mon Amour"
originally performed by Blondie, in the ost from the movie "American Gigolo"

na entrada, a loja da marca brasileiria. no piso de cima, o colccicafe respira charme..
sofás corridos, chaise longue's, paredes com estampados, papéis coloridos e motivos revivalistas
os candelabros epoque, são seguidos pela carta e as loiças. como o edifÃcio.
das janelas rasgadas, espreitam-se os flanantes, lá em baixo, calmamente, pela rua..
vestido de colete e de calças de fazenda, com uma carapinha de volume católico, Aloe Blacc foi o transportador de uma memória da América soul dos anos 1970, num concerto de mais de 70 minutos, com moonwalks à James Brown (que belo dançarino é Blacc) e o espÃrito de celebração de Stevie Wonder, a fazer da Aula Magna uma imensa missa gospel, perante um público que batia palmas e que queria dançar de pé (vinham todos para mexer o corpinho).
logo aquecido por uma sala cheia e entusiasta, o sexteto que acompanha Aloe Blacc abre as mordomias com a versão instrumental de I Need a Dollar, ou a soul em expedição cinematográfica. do álbum Good Things se fez a noite, incluindo a versão de Femme Fatale dos Velvet Underground, sob o lume mais brando da soul. Hey Brother, Good Things, Miss Fortune e Mama Hold My Hand mostram uma banda de nervo funk, de sÃncope reggae, que soube acompanhar um Blacc em crescendo até à transcendência e até ao pico emocional, quando se ouvem os teclados contagiantes de I Need a Dollar.
aÃ, Blacc mostra que tem todos os atributos que um grande performer da soul deve ter: vulcão na alma, elasticidade no corpo.
* brilhante performance na Aula Magna (o homem dança que se farta). dose a repetir em Julho, no CoolJazzFest. (texto do 'cotonete.pt)
galã de cezimbra, talking heads, gainsbourg, palmas, coro desbragados, festival da eurovisão, ex-aristocrata, órgãos kitsch, westerns, dylan, jp simoes, chico buarque, luso-honky-tonks, ou.. joão coração
para ouvir, 'muda que muda', versao road to nowhere. o texto foi adaptado de João Bonifácio, in Ãpsilon.
20h. 28º. sair do escritório. janela aberta a caminho da esplanda.
banda sonora by oxigénio: viciante
ir ao cinema há-de ser sempre o meu entretenimento preferido.
mas para dizer a verdade, o momento mais alto para mim é quando vou a caminho do cinema.
adoro ir a caminho do cinema.
vamos no carro, tentando chegar a tempo. talvez consigamos arranjar um bom lugar. talvez o filme seja bom. talvez corra tudo bem. não fazemos ideia e enquanto vamos a caminho tudo é possÃvel.
adoro ir fazer qualquer coisa e ainda não a ter feito. é um momento perfeito da vida.
como aquela altura depois de arranjarmos emprego e antes de começarmos a trabalhar. é o máximo.
do que eu mais gosto é dos espaços intercalares da vida.'
' @seinlanguage, by jerry seinfeld..

